sábado, novembro 10, 2012

Estadao: Ecad será fiscalizado


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Ecad será fiscalizado

Marta completa 50 dias no comando do Ministério da Cultura e garante: 'Essa decisão eu já tomei'

09 de novembro de 2012 | 8h 47
Maria Eugênia de Menezes e Ubiratan Brasil - ENVIADOS ESPECIAIS / BRASÍLIA

Um dos pontos mais polêmicos da gestão Ana de Hollanda a Lei do Direito Autoral merecerá tratamento diferente pela sua sucessora. Em sua primeira entrevista como ministra da Cultura, Marta Suplicy deixou clara sua posição divergente sobre o tema e defendeu a fiscalização do Ecad. "No momento em que eles são um monopólio, e eu não estou questionando isso, eles têm que aceitar uma fiscalização. Essa decisão eu já tomei", disse Marta, que completa 50 dias no cargo e recebeu a reportagem do Estado em seu gabinete.

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Marta Suplicy, ministra da Cultura - Wilson Pedrosa/Estadão
Wilson Pedrosa/Estadão
Marta Suplicy, ministra da Cultura

Ana de Hollanda provocou protestos ao retirar do site do MinC a marca Creative Commons e aproximar-se das posições defendidas pelo Ecad. A atual ministra já havia dado indícios de que pretendia mudar de rota ao levar para a sua equipe Marcos Souza, formulador das políticas de direito autoral durante as gestões dos ex-ministros Gilberto Gil e Juca Ferreira. Além de reincorporar Souza, Marta paulatinamente tem feito trocas em sua equipe. Já substituiu Vitor Ortiz como secretário executivo e também mudou o comando do Iphan.

A Lei do Direito Autoral é apenas um dos projetos da pauta que a senadora licenciada herdou. Seu foco nestes primeiros dias como ministra, ela diz, foi justamente "destravar" essa pauta. O Vale Cultura, proposta do ex-presidente Lula que estava engavetada, voltou ontem à Câmara com o apoio de mais de 60 assinaturas. O projeto de revisão da Lei Rouanet, conhecido como ProCultura, também está prestes a entrar em votação no Congresso. "Devo encaminhá-lo na próxima semana", garante a ministra.

Sem experiência prévia na área cultural, Marta valoriza seu trânsito entre os parlamentares e sua habilidade política. Garante, porém, que não quer apenas levar adiante as propostas já existentes. "Quero deixar uma marca. E essa marca será a da inclusão social."

Além dos editais para criadores e produtores negros, recentemente lançados, o Minc deverá contemplar outras minorias, como os gays e as mulheres. As Praças do PAC também serão transformadas em 360 CEUs das Artes.

Na entrevista, a ministra da Cultura Marta Suplicy fala sobre as deficiências da Lei Rouanet, da necessidade de mais transparência na ação do Ecad e também sobre sua irredutível decisão de não disputar a eleição de 2014 para o governo de São Paulo.

A senhora herda uma ampla agenda, com projetos que já foram formulados, mas ainda carecem de aprovação e regulamentação. Como pretende destravar a agenda da Cultura?

Marta Suplicy - São dois pontos. Um implica em destravar o que está no Congresso Nacional. Tive muitas reuniões procurando entender a fundo esses projetos e encontrar estratégias. Em relação à Lei Rouanet, tive uma reunião com o deputado Pedro Eugênio (PT-PE). Ele ficou um ano e meio ouvindo a classe artística e me ofereceu um panorama consolidado. Sua habilidade foi criar uma pontuação para atingir os 100% de isenção, e também foi habilidoso com os itens criados. Pedi para deixar dois itens abertos para o ministério usar nos próximos anos. Conversamos sobre várias áreas em que o MinC não poderia deixar de ter autonomia e também de outras áreas nas quais vão ou não despertar um certo estresse, mas que são áreas que não podemos abdicar. Ele fez um enorme esforço para conseguir um consenso. Sou uma ministra que tem como praxe negociar, conversar até chegar ao consenso. Também conseguimos uma avaliação da Receita Federal que considero ideal. Até o fim da semana que vem o projeto vai a votação.

O que mais lhe agradou?

Marta Suplicy - Gostei de ele ter tocado na questão regional. Para se ter uma ideia, da Região Norte foram aprovadas 71 análises de projetos, enquanto na Sudeste foram 5.374. Também na distribuição regional a diferença é grande: a captação na Norte foi 0,66% dos projetos, enquanto na Sudeste, 79,93%. Então, se isso não estivesse no projeto, eu teria sugerido para constar. Tenho percebido nas áreas que me são mais caras, as de inclusão - seja de caráter regional, seja envolvendo negros, gays, mulheres. Nesse ministério, é uma marca que gostaria de deixar: a inclusão social.

O que a senhora pensa da Lei Rouanet que viabilizou a produção cultural mas não foi capaz de criar um mercado cultural suficientemente forte?

Marta Suplicy - Nem teria condição, pois seria necessária uma política de Estado para a criação desse mercado. E ainda não engatinhamos nessa condição. Para isso, é necessário orçamento. Por isso, os ministros da Cultura acabam ficando felizes com a Rouanet e até trabalhando para mais incremento: trazem mais recursos. Enquanto os governos não melhorarem o orçamento para que a Cultura atue com pernas próprias, essas leis sempre terão importância gigantesca no orçamento. Não acho ideal, prefiro um orçamento mais robusto.

O projeto das praças do PAC foi transformado em CEUs.

Marta Suplicy - Mudamos o conceito, que se afunila. A licitação já estava em andamento, então interferência foi no que eu pude fazer. Tinha muita salinha e era algo que intuitivamente me pareceu que não ia funcionar. Em conversa com os diferentes segmentos, vimos que são necessários grandes espaços, para que haja sinergia entre quem faz teatro, quem está compondo música, quem está pintando. Queremos essa conjugação de ideias. Outro desafio é formar os profissionais para trabalhar nesses 360 centros, que estarão nos centros de violência, assim como os CEUs.

A senhora fala dessa fome de cultura. Como fazer para destravar o Vale Cultura?

Marta Suplicy - O Vale vai ajudar as pessoas a terem acesso. Estou pensando também em um mecanismo que permita às pessoas cumularem também. Para poder ter acesso a determinadas coisas, uma ópera, uma peça de montagem mais cara. Será a Bolsa Família da alma. O projeto estava engavetado, porque do jeito que estava teria que ser vetado, o que seria um constrangimento para a presidente. A ideia, portanto, é agregar todos os deputados à emenda e transformá-los em coautores. Aí, cada deputado pode chegar ao seu Estado e dizer: 'O Vale Cultura fui eu que fiz'. E ele não vai estar errado. Sem a assinatura dele não teríamos força para fazer isso. Deve ser colocado em votação até o fim do ano.

Existe essa fragilidade patente do mercado de Cultura no Brasil. A injeção de recursos pode ajudar a desenvolver o mercado?

Marta Suplicy - Certamente, mas não podemos depender a vida inteira de incentivos fiscais. O ideal seria ter um orçamento maior e subsídios de política de Estado. Mas isso não é o que eu encontrei e tenho que lidar com o que tenho e fazer o melhor possível. Gosto de destravar os projetos, de fazer as coisas caminharem. Mas o que eu gostaria de deixar como marca é a inclusão social. Minha proposta é destravar os projetos.

A Lei do Direito Autoral foi um dos pontos de maior polêmica na gestão Ana de Hollanda, que endureceu as posições sobre o tema propostas durante a gestão Gil/Juca, consideradas excessivamente liberais. Ao trazer de volta para o ministério Marcos Souza, formulador das políticas para o setor durante o período Gil/Juca, a senhora sinaliza uma proximidade maior com essa visão?

Marta Suplicy - Eu virei a página. Mas tenho que ter um arquivo do que aconteceu e o Marcos Souza participou de 82 audiências sobre o assunto. Eu não queria gastar um ano fazendo tudo de novo. Ele veio com a condição de que eu perguntaria a opinião dele quando eu quisesse. Conversei com grupos antagônicos, ouvi todos e tomei posições em relação ao Ecad. O Ecad tem que existir, tem que ser um órgão independente.

Mas é necessário que seja fiscalizado, não?

Marta Suplicy - É muito forte o lado que reclama da falta de transparência. É verdade que eles têm muita dificuldade de fazer a arrecadação em todos os lugares desse Brasil gigantesco. Entendi essas limitações, sei que eles fazem um esforço no sentido da arrecadação, mas esse esforço também tem que ser feito no sentido da transparência. Ainda estou estudando, mas deve haver fiscalização. Em todos os países do mundo essa fiscalização existe. No momento em que eles são um monopólio, e eu não estou questionando isso, eles têm que aceitar uma fiscalização. Essa decisão eu já tomei. Os focos principais desses meus 50 primeiros dias de gestão são ProCultura, Vale Cultura e Lei de Direitos Autorais.

E quanto à internet, a questão dos downloads?

Marta Suplicy - Uma decisão eu já tomei nessa área: 'notice and take down'. É uma maneira correta, mas que tem dezenas de problemas específicos sobre os quais eu preciso me debruçar. A intenção é passar a questão o mais rápido possível para o Congresso. Tenho que respeitar as decisões que eles tomam, ouvir a opinião deles.

A senhora crê que a grande falha da sua antecessora foi essa inabilidade política?
 
Marta Suplicy - Não compete a mim falar dela. Não tenho nada a comentar sobre isso. A presidente mudou de ministra. 

Seu nome é sempre lembrado para o governo paulista.

Marta Suplicy - Eu não sou candidata.

Hoje não é candidata?

Marta Suplicy - Não é isso. Eu não sou candidata. Estou no projeto Dilma. Não percorrerei o Estado, não farei nenhuma ação de candidata. Fui bem clara, não?

A Cinemateca Brasileira acenou com o desejo de se transformar em uma Organização Social. Esse foi tema muito debatido nas últimas eleições em São Paulo. O que pensa sobre as OS?
 
Marta Suplicy - Acho que dinheiro público não pode ser gerido por sociedade civil. Dinheiro público é público e precisa de política de Estado.



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sexta-feira, novembro 09, 2012

NPD: Internet Radio, On-Demand Music Services Pressure Radio

NPD: Internet Radio, On-Demand Music Services Pressure Radio

on 11.09.2012

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Half of U.S. Internet users, or about 96 million people, listened to music on an Internet radio or on-demand music service in the past three months. Of those, more than a third listened to music on Pandora and other Internet radio services, while an equal percentage (36%) used an on-demand media service, like YouTube, Vevo, Spotify, MOG, Rhapsody and Rdio.

That’s according to the NPD Group, a market researcher, in its Music Acquisition Monitor.

The audience for Internet radio grew 27% year over year, as the on-demand music audience increased by 18%, according to the findings. NPD concludes that as listening via Internet radio and on-demand listening rises, the number of consumers listening to music on CDs is falling to 16%. At the same time, the music audience for AM/FM radio fell 4%, and the number of consumers listening to digital downloads declined 2%.

“AM/FM radio remains America’s favorite music-listening choice, however Internet radio and streaming services have replaced CDs for second place,” according to NPD SVP Industry Analysis Russ Crupnick. NPD expects this pattern to continue, as consumers become more comfortable with ownership defined as a playlist, rather than as a physical CD or digital file.

NPD’s Music Acquisition Monitor revealed that since 2009 the percentage of Pandora users who also listened to AM/FM radio declined by 10 percentage points, those listening to CDs on a non-computer device fell 21 percentage points, and listening to digital music files on portable music players also dropped 21 points. Part of these declines can be attributed to the fact that 34% of Pandora users are now listening to that music in their cars — either connecting through an in-car device, or listening via car-stereo-connected smartphones or other personal listening devices.

Although listening to music on YouTube and Vevo generally appeals to a younger audience, NPD noted similar changes in traditional patterns among these users, since 2009. Among YouTube and Vevo users, CD listening on players and in cars dropped 22 percentage points, listening to digital files on portable players declined 17 points, and listening to AM/FM radio fell 12 points.

NPD’s Music Acquisition Monitor is based on survey data from more than 4,000 people.

 

quinta-feira, novembro 08, 2012

When Radio And Social Media Merge


  • November 6, 2012
  • It's funny how life plays out.

    I had just finished writing what was going to be this week's Merge –how focusing on impact can help you find ways to become a memorable, anticipated brand in the social space and even differentiate you from your competitors.

    And then I get an email from Bill Weston, the masterful PD of WMMR/Philadelphia. Everything I had just written about had played out beautifully on-air, on Facebook, and in real life.

    As Bill related, "This is a wonderful story about social media, traditional media, and the talent of an on-air host to relate to so many."

    And the story goes like this:

    A fan of WMMR who is stuck on the Atlantic City Expressway calls the station to tell its midday guy and 30 year veteran, Pierre Robert, about a line of 15 out of state bucket trucks he spots heading to the Jersey shore.

    He asks Pierre if he would give a shout-out and a word of thanks to these guys from Alabama Power. These guys have been driving for days to get up to Jersey to help restore power in Hurricane Sandy's aftermath.

    So, Pierre airs the call and rolls into the classic opening chords of "Sweet Home Alabama."

    Now in the B.F. times – Before Facebook – this is where the story would end. Pierre plays the song, several thousand listeners hear it and smile, and perhaps an Alabama Power trucker hears it in real time. In short, a nice moment where we always wondered if the right person (or people) even heard their name on the air.

    But today, social media changes that story, magnifies it, and then allows for potentially thousands or more people to hear about it.

    The Alabama Power guys not only heard the on-air gesture, they were so emotionally impacted by being acknowledged that the company took to Facebook and posted their gratitude:


    Click for larger view.

    But all of the dots didn't connect to WMMR until a rep from Alabama Power reached out socially to the station.

    Jamie Sandford took the time to write on WMMR's Facebook page to let them know how much the crew appreciated Pierre's tip of the hat:

    Another example of how Facebook can be fundamentally meaningful. As it has been written many times here on Merge, radio builds relationships every day, and social media is there to serve and strengthen those connections and communications with real human-speak - not corporate/promotional type talk.

    Mark Zuckerberg has given radio an incredible gift. Beyond the metrics like conversion traffic to our websites, it is these emotional moments that pack the most power. Nearly 900 people shared this story all over Facebook, connecting it to their communities. (It's an even bigger deal when you consider that most people don't typically share posts on Facebook from a utility company!)

    When radio does what does best – telling moving stories that matter to people and having a moving, emotional impact on other people's lives – Facebook is the engine that allows them to quickly and easily share those moments with the friends and family they care about the most.

    But it requires sensitivity and a team like WMMRs that is present and connected to their fans who call in to create these unforgettable moments.

    As Mark Zuckerberg reminds us about Facebook, "One definition of technology is that it extends human capability. A social network extends people's real social capacity.

    Please enjoy MERGE archives here.

sexta-feira, novembro 02, 2012

80% of Music Played Commercially Is Unreported or Misreported...

Friday, October 12, 2012
by
paul

Is it really that horrifically bad? Yes, according to TuneSat, a New York-based startup that sees bloody murder when it comes to music played commercially. "Musicians and songwriters all know that if their music is being played commercially, the reports they are getting back are more than likely wrong," an executive from the company told Digital Music News. "Cue sheets and affidavits are routinely entrusted to interns to fill out – sometimes by hand. One misspelled song title and the artists wave goodbye to their royalties.

"In fact, over 80% of music played commercially is either unreported or misreported."

Welcome to the famously-missing or flawed royalty check, but TuneSat sees a gigantic opportunity here. The company has been deploying audio fingerprinting technology to scan TV stations worldwide, all to detect unreported or unauthorized use of a client's music. It's sort of like pointing Shazam at the problem, and TuneSat claims that its detections work under dialogue, sound effects, or voiceovers. "For years, rights holders of all sizes have relied on antiquated reporting systems that often times leave them with a wholly inaccurate view of what they're owed," said Chris Woods, COO of TuneSat.

Expand that to the internet and other channels, and you can see where this is going. But is it really 80 percent spoiled? We've heard lots of horror stories related to radio station reporting, not necessarily through manual logs but because of missing data, misplaced data, or incompatible datasets.

Jeff Price, the just-ousted CEO of TuneCore, sees a far more transparent future. At Digital Music Forum West in Los Angeles last week, he etched a gigantic leap towards forced accountability.

"Whoever can find a way to effectively audit the use of music, wins. Because with auditing comes the ability to license and efficiently pipeline back the money. That's what I was trying to create."

The only problem? Transparency isn't good for everyone, especially older, entrenched intermediaries that benefit from ineffeciency and misreporting. Which means efficient auditing technologies have some very serious enemies in their path.

 

13 Extremely Scary Things About the Music Industry Today...

 

Wednesday, October 31, 2012
by  
paul

The music industry: it's scary all year round!  And with that, here are 13 extremely scary things about our modern-day, post-apocalyptic biz...    

 

(1) There are now three major labels.  

So if you need radio play, a chart position, or broad-scale distribution, just give one of them a call.

 

 

(2) Any one of these labels can delay, cripple, or destroy your digital startup, overnight.

That goes for the richest, like Google Play and Spotify, all the way down to the deceased, like Imeem.  Because if you need a license for your startup, the memo is clear: be prepared to pay millions upfront and offer sizable ownership shares, all without the guarantee that every signed artist will participate (just ask Spotify).  

And, those terms are renewable every few years.

 

(3) 80 percent of commercially-played music is unreported or misreported...

...according to estimates from TuneSat.

 

(4) 85% of indie digital revenue comes from iTunes.

...and 95% from iTunes, Spotify and Amazon MP3, according to stats from AIM.

 

(5) 90% of new album sales come from 2% of releases.

...according to Nielsen Soundscan.

 

(6) 90% of a ticket price goes to artist fees.

...according to Live Nation.

 

(7) 90% of SoundExchange revenues come from Pandora or Sirius XM Radio.

...and both are trying to get out of those payments entirely, or legislate them downward.

Here are the calculations.

 

(8) The new Megaupload is 90% done.

...and probably more, according to Kim Dotcom.

 

(9) 99.9% of DIY artists aren't making minimum wage.

...just ask TuneCore.

 

 

(10) Artists are still being told to sell t-shirts.

Like, just last week.

 

(11) Streaming is the future.  Yet very few artists know what streaming pays them, if they're getting paid at all.

 

(12) Or, if they do know, it's very, very scary.

 

(13) The biggest, richest DIY artist doesn't want to pay other DIY performers to play with her.

Though of course, she eventually handed out treats for everyone.