quarta-feira, fevereiro 02, 2011

EMI announces successful capital restructuring, and change of ownership

FEB 1, ’114:21 PM

Debt dramatically reduced

EMI now has the financial flexibility to invest in its strategy for growth

EMI Group Ltd (“EMI”), one of the world’s leading music companies, today announces that Citigroup (“Citi”) has acquired 100% of its share capital. Immediately following the acquisition, Citi completed a recapitalization of the company. As a result, the company’s debt has been dramatically reduced by 65% from £3.4 billion to £1.2 billion, and the company has in excess of £300 million of cash available. The new capital structure provides EMI with the financial strength and flexibility to continue delivering on its strategy to maximise value for the artists and songwriters it is dedicated to serving.

Following the appointment of Peter Spratt and Tony Lomas of PwC as administrators to Maltby Investments Limited (“MIL”), the administrators sold EMI and its immediate holding company Maltby Acquisitions Limited (“MAL”) to Citi. Immediately following the transfer in ownership, Citi effected a debt-for-equity swap to recapitalise EMI. The EMI Group continues under the same management and is now completely separate to MIL, which remains in administration. Neither MAL nor EMI were in administration during the process.

EMI has achieved creative and commercial success over the last twelve months and will continue to pursue an ambitious growth strategy.

Roger Faxon, EMI’s chief executive, said: “The recapitalization of EMI by Citi is an extremely positive step for the company. It has given us one of the most robust balance sheets in the industry with a modest level of debt and substantial liquidity. With that solid footing, we are confident in our ability to drive our business forward. We have already made great progress in meeting the challenges facing our industry. The closer alliance between our two operating divisions is already delivering impressive results on behalf of the creative talent we are privileged to represent. We have a clear vision for the future, a strong and committed management team, and now the right capital and financial structure in place to deliver successful outcomes for artists and songwriters.”

“Citi today took ownership of MAL, the holding company that controls EMI. In the process, the previously unsustainable debt load at EMI was reduced by 65%, leaving the company with a strong balance sheet and the ability to invest in and grow its business. This is a positive development for EMI, its employees, artists, songwriters and suppliers. Our objective is to have EMI perform its absolute best for our shareholders over time. EMI is an iconic business and we are completely supportive of both its management and its strategy. It is business as usual for everyone at EMI,” said Stephen Volk, Vice Chairman of Citi, who will be the new Chairman of Maltby Acquisitions Limited.

Citigroup Takes Over EMI in Debt-for-Equity Deal

 

Earlier today, Citigroup took over ownership of UK-music conglomerateEMI, the music company that operates label groups including Capitol, Blue Note, Virgin Music, EMI Christian and Caroline Distribution. Artists currently under contract with EMI-owned labels include The Beatles, Coldplay Gorillaz, Katy Perry, Interpol, LCD Soundsystem, Norah Jones, Pink Floyd and many more

Citigroup had acted as the major creditor ofEMI, helping to finance private-equity firm Terra Firma’s 4.2 billion pound purchase of the music company in 2007. In today’s debt-for-equity deal, Citigroup acquired 100% of EMI’s share capital in exchange for reducing the group’s debt from 3.4 billion to 1.2 billion pounds—65 percent of outstanding debt owed.

The recent seizure comes on the heels of a November court showdown prompted by Terra Firma owner Guy Hands, who claimed that Citigroup had deceived him by making his firm overpay for the purchase of EMI. A jury ruled unanimously in favor of Citigroup, as the 2007 Terra Firma acquisition proved to be the result of a poor business decision that became magnified by the subsequent economic downturn a few months later.

BBC News Business Editor Robert Preston elaborated on the equity firm’s botched business decision when he remarked, “The takeover in 2007 of EMI by Guy Hands’ Terra Firma – just as the bubble in financial markets was going pop – will go down in British corporate history as one of the worst ever deals.” As EMI failed to become profitable in the face of declining CD sales and increasing file sharing worldwide, the music company’s revenue stream quickly shriveled up over the following years.

While the EMI ownership transfer significantly hurts Terra Firma, it has left EMI with “one of the most robust balance sheets in the industry with a modest level of debt and substantial liquidity,” says EMI CEO Roger Faxon.”The recapitalization of EMI by Citi is an extremely positive step for the company.”

According to Businessweek, another major music conglomerate may potentially be in line to purchase EMI from Citigroup. Both BMG and Warner Music have shown recent interest in bidding for EMI’s assets. BMG seems more likely at this point, however, with Warner involved in a “two-track process” of simultaneously exploring EMI’s purchase as well as looking into the possibility of their own sale.

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segunda-feira, janeiro 31, 2011

Creative Commons

Music News-http://www.musicnews.art.br
Criativo como?
Cultura e Mercado - 31/1/2011 - Por Leonardo Brant

Fruto Proibido, de Gomes de Souza

O Creative Commons é uma ferramenta sensacional. Os autores e artistas profissionais ganham autonomia e reduzem a burocracia no momento de licenciar suas obras, dosando o quanto estão dispostos a abrir mão dos possíveis ganhos provindos de sua exploração comercial e quanto preferem garantir seus ganhos futuros, de acordo com as possibilidades de circulação e compartilhamento, sobretudo no ambiente cibernético.

É um facilitador, um atalho entre o autor e a confusa e complexa legislação de propriedade intelectual, que atola e complica a vida de qualquer autor. O CC trabalha com a legislação vigente, que já prevê e dá autonomia ao detentor da obra criativa para definir o percurso de sua obra.

Mas o Creative Commons é muito mais útil ao amador, pois facilita o licenciamento para uso que o autor desejar, de maneira fácil e rápida, permitindo a livre circulação de obras e ajudando a tornar esse autor conhecido e até, quem sabe, se profisisonalizar.

Devo confessar que sem o Creative Commons seria mais difícil e trabalhoso editar este Cultura e Mercado (e tantos outros similares da blogosfera), já que a maioria dos textos e imagens aqui utilizados são generosamente cedidos, a partir dessa licença, para a nossa atividade, que é de utilidade pública e sem fins lucrativos.

Não há nada no CC que eu já não pudesse fazer antes (Cultura e Mercadoera e continua sendo copyleft). Os leitores mais antigos do site (antes de 2001, quando ainda chamava-se Canal Pensarte) devem lembrar que publicamos por um bom tempo as deliciosas ilustrações do Gomes de Souza (a de hoje é uma justa homenagem a ele). A diferença é que hoje consigo reconhecer, identificar e me relacionar com inúmeros artistas (amadores e profissionais) com a mesma generosidade do Gomes em redes e sites de trocas de conteúdo, como o Flickr, o mais utilizado por nós atualmente. E o Creative Commons tem relação direta com isso.

A apologia da livre circulação de conhecimento associada ao Creative Commons, no entanto, é algo que preocupa os autores e artistas que conseguem (sobre)viver de sua obra criativa. E com razão. A ideia de que o conhecimento não pertence a ninguém (e por isso não pode ser cobrado) carrega implicitamente uma ideia interessante, mas não necessariamente verdadeira, de que todos somos capazes de criar uma obra de arte. Isso faz do artista um cidadão comum, mas não faz do cidadão comum um artista.

A despeito de todas as maravilhas que o CC pode nos proporcionar num mundo de redes e telas, ainda me preocupa (essa é uma preocupação real e cotidiana pra mim, não só como editor de um site que se coloca no lugar dos artistas, mas também como alguém que vive exclusivamente de produção artístico-intelectual) o futuro dos criadores e das criações na grande geleia geral.

Sem garantias sociais de um ambiente propício à criação, o que está em risco é o futuro, as utopias, os sonhos e projeções por melhores dias. No fundo, o que nos guia e nos define como seres socias e “civilizados”. E o direito autoral ainda é uma dessas garantias. Enquanto não inventarem outra maneira de remunerar o trabalho do artista (eu ainda não consegui pensar em outra), continuo mantendo o pé nesse que é o direito cultural mais antigo, garantia constitucional e parte integrante da Declaração Universal dos Direitos Humanos, fundamental, não somente ao autor, mas à toda sociedade.

Há um outro elemento no contexto do direito autoral que torna a discussão mais sensível, sobretudo aos músicos e compositores. O sistema de arrecadação de direitos capitaneado pelo ECAD é considerado retrógrado e anti-democrático por quase todos (dos que são cobrados aos que deveriam receber os frutos da arrecadação), pois concentra poder e busca punir (frequentemente com abuso) em vez de educar e estimular o consumo cultural.

Ana de Hollanda agiu por impulso, de maneira precipitada, mas não necessariamente agiu errado. A condução do processo de alteração da lei do direito autoral foi dominado por um discurso de confronto com o artista, apontado como usurário. A tese de que o direito autoral contraria o interesse público para favorecer uns poucos privilegiados ganhou corpo nos movimentos sociais, sobretudo os de cultura digital.

O movimento da nova ministra é simbólico. Vamos zerar a conversa e colocar todos os interessados na mesa, sobretudo os autores e artistas que dependem dessa fonte de renda para sobreviver, rechaçados até então do debate. E também a indústria cultural, que é uma legítima interessada na discussão.

A Casa Civil acaba de devolver à Ministra Ana de Hollanda o projeto de lei preparado pela gestão anterior para alterar o direito autoral no Brasil. Fontes do governo relatam que o projeto foi encaminhado ao Palácio do Planalto sem considerar as contribuições da consulta pública, trabalho que ficará a cargo da nova Ministra.

Por aqui, torcemos por um diálogo amplo e democrático. E que as partes envolvidas se manifestem de maneira franca, aberta e generosa, pois a atualização da lei é necessária, sobretudo no campo da convergência digital, coisa que o PL ainda não abarcou com a profundidade necessária.

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Do MinC 1 ao Minc2: a Cultura e a Retórica da Gestão no Brasil

Do MinC 1 ao Minc2: a Cultura e a Retórica da Gestão no Brasil
Music News - 31/1/2011 - Por idelber avelar - Biscoito Fino e a Massa

Na discussão sobre o furdunço gerado a partir da remoção da licença Creative Commons do site do Ministério da Cultura—debate que gerou ótimos textos ou entrevistas, como a de Sérgio Amadeu ao Luiz Carlos Azenha, o de Marco Aurélio Weissheimer e, de um outro ponto de vista, o de Lady Rasta--, fica nítida uma coisa e nem tão nítida mais uma, pelo menos. É claro que há, no Ministério de Cultura atual, um certo grau de ruptura, tanto no discurso como na prática, com a gestão anterior (que é uma só, Gil/Juca). Ruptura comparável não se observa nem mesmo nos ministérios maiores e mais ricos que passaram do PMDB para o PT, como Saúde e Comunicações.
ana-de-hollanda-2-300x300.jpgMenos óbvio é o fato de que a coalizão que sustenta a Ministra Ana de Hollanda é heterogênea, e dizer “a Ministra do ECAD” é tão falso como foi o retruque da própria Ministra, quando afirmouque “a relação que tenho com o ECAD é a mesma que têm Gil, Chico, Caetano”. A assertiva da Ministra não procede pelo menos por duas razões. Ela não representa—com todo o respeito—, como autora, o mesmo que os três citados, é óbvio. Isso tem consequências enormes para a questão dos direitos autorais. O segundo motivo é que ela não mantém, com asposições defendidas pelo ECAD sobre os direitos de autor, a mesma relação que mantém, por exemplo, Gilberto Gil. Essa é a questão.

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Para constatá-lo, basta ler o discurso de posse da própria Ministra, em especial o décimo parágrafo, em que ela, em clássico ato falho freudiano,afirma o que não eliminará do Ministério:
É claro que vamos dar continuidade a iniciativas como os Pontos de Cultura, programas e projetos do Mais Cultura, intervenções culturais e urbanísticas já aprovadas ou em andamento – como as ações urbanas previstas no PAC 2, com suas praças, jardins, equipamentos de lazer e bibliotecas. E as obras do PAC das Cidades Históricas, destinadas a iluminar memórias brasileiras. Enfim, minha gestão jamais será sinônimo de abandono do que foi ou está sendo feito. Não quero a casa arrumada pela metade. Coisas se desfazendo pelo caminho. Pinturas deixadas no cavalete por falta de tinta.

Afirmações sobre o que você não vai interromper no governo são comuns quando a oposição ganha as eleições. Você quer assegurar ao cidadão que as coisas boas da gestão anterior serão mantidas. Não fazem muito sentido quando a situação ganha, especialmente num caso como o do Brasil 2010, em que tudo na identidade da candidatura Dilma dizia que ela era a situação, a candidata de Lula. No entanto, no Ministério da Cultura, o discurso de posse oferecia um rol de não-mudanças. A função da lista era falar/calar o que, sim, ia mudar na prática do Ministério.

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Um balanço do que fez a gestão Juca/Gil na Cultura está fora do escopo e até das possibilidades deste post, mas uma coisa deveria ser mencionada na transição entre o MinC Lula e o MinC Dilma. Seja qual for sua opinião sobre o trabalho anterior (e a minha é positiva, por mais que eu veja uma ou outra coisa que criticar), um dos traços inegáveis da gestão Juca/Gil foi retirar a discussão acerca de qual conteúdo cultural privilegiar--debate histórico da esquerda brasileira quando se tratava de cultura—e enfocar-se preferencialmente na criação de condições políticas, econômicas e jurídicas para a circulação de cultura, independente de seu conteúdo. É uma diferença chave.

No primeiro modelo, você tende a ficar preso em debates sobre se o samba de roda (e não o funk carioca, por exemplo) deveria ser merecedor de incentivo estatal; debates sobre o que é cultura legitima ou autenticamente brasileira; sobre qual conteúdo, enfim, deve ter a cultura para que ela seja amparada no Ministério. No segundo modelo, nada disso importa. Trata-se de criar condições para que toda e qualquer iniciativa cultural circule com maior amplitude possível, sem impedimentos de ordem econômica ou jurídica. É neste contextoque entendo iniciativas como o incentivo aos Pontos de Cultura, ao Creative Commons e ao software livre, além de várias outras ações do Ministério Gil/Juca como os mencionados na Carta Aberta da Cultura Digital à Dilma e à Ana de Hollanda: o Fórum de Mídia Livre, o Fórum da Cultura Digital, a iniciativa de revisão da lei de direitos autorais, a recusa a propostas irracionais de criminalização da rede, a construção do Marco Civil da Internet e a rejeição ao ACTA .

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O incrível, então, é que, no Ministério Juca/ Gil, a Cultura deixa de ser focalizada em termos de conteúdo, e passa a ganhar mais relevo a questão legal-econômica. Daí o discurso, audível em algumas comarcas, de que o Ministério da Cultura teria se "hipertrofiado", tucanês para "metido o bedelho em coisa que não é de sua conta". A abordagem passa a genuinamente incomodar interesses privados de apropriação dos bens culturais. Sobre o papel da rede mundial de computadores nesse processo (tema de uma canção do ex-Ministro, aliás), basta ler os textos do Professor Sérgio Amadeu, autoridade no assunto, para entender por que a gestão Gil / Juca contraria interesses transnacionais poderosíssimos.

Estava, como sempre, corretíssimo ao dar a notícia o Renato Rovai, quando anunciou em 1ª mão que a nomeação de Ana de Hollanda representava a vitória de um grupo petista que havia bancado seu nome. No Rio de Janeiro, a expressão maior, não é segredo para ninguém, é Antonio Grassi, grande nome da teledramartugia que também é muito conhecido, respeitado, dentro do PT, com grande capilaridade no partido, por motivos óbvios: é um petista histórico, que faz campanha desde sempre. Conta também com nítida simpatia em setores dos grupos de mídia brasileiros.

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O curioso é que o fundamental da frente que torna possível a candidatura de Ana de Hollanda passa pelo PT, mas não do Rio, embora, reitero, a notícia do Rovai tenha sido exata: a chancelaria imediata do nome Ana de Hollanda tinha importante âncora em Grassi. Há uma chancela que atravessa a máquina partidária e que, no caso do MinC Dilma, remete a nomes paulistas e mineiros (para não ir mais longe, não é segredo que Fernando Pimentel é muito próximo a Dilma, nem que Palocci é uma chancelaria e ancoragem forte). E há também uma liga que é a que realmente entra em interlocução com Dilma no processo MinC, uma liga baiana. Nesse grupo, destaque-se um nome próximo a Dilma, que tem por bons motivos o respeito da Presidenta, e a quem ninguém com bom senso negaria a condição de um grandes pensadores da cultura brasileira. Falo de Antonio Risério, que compartilha, quase todos reconhecem isso, muito mais com os valores, concepções, pautas e inspirações do Ministério Juca/ Gil do que com aqueles do Ministério Ana de Hollanda—embora, por ruptura pessoal, dolorosa e complicada de se analisar no Minc 2004, as relações de Risério com Gil, e deste com um amigo muito próximo de toda a vida, Roberto Pinho, tenham se estremecido.
antonioriserio.jpg

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(sobre as acusações feitas na época a Pinho, e nas quais um irresponsável jornalismo alinhado com os poderosos teve o seu papel, diga-se o seguinte: a apuração do blog indica que não houve jamais corrupção pessoal. Portanto, qualquer condenação a Pinho antes que ele tenha a chance de responder as acusações da PF tem o meu repúdio e não é permitida neste blog; acerca do evento que as envolveu, limite-se aqui a registrar que os que conhecem o ex-Ministro sabem que ainda é motivo de dor para Gil).

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Mas, se a notícia de Rovai estava certa—i.e., a ascensão de Ana de Hollanda foi vitória de grupo petista, e se a política do atual Ministério indica que vai capar, decepar, castrar a mais ousada característica da gestão Juca/ Gil, como é possível explicar esse paradoxo, o de que o PT tenha passado a ser representante de uma visão privatista de cultura, e de que um pensador bem mais afim a Gil que ao privatismo, histórico partícipe de campanhas do PT, tenha cumprido um papel nessa transição? É mais complexo do que parece, porque vários setores do PT (para não ir mais longe, o PT-BA, partes--minoritárias-- do PT-MG, incontáveis petistas que trabalharam no Minc anterior) favoreciam a permanência de Juca Ferreira ao leme, embora ambos ex-Ministros sejam filiados ao PV. Esse setor não se articula muito bem no processo.

Este é um dos nós da transição do Minc 1 ao Minc 2: a heterogênea frente que torna possível a nomeação de Ana de Hollanda.

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Na nomeação para o Ministério da Cultura, a Presidenta entendia—com muito boas razões, diga-se—que se tratava de uma boa pasta para contribuir ao contingente feminino na Esplanada dos Ministérios. Sabendo que o PMDB não vai nomear mulher nenhuma, já tendo os nomes dos Mantega e Palocci para uma série de pastas, e comprometida com a questão, não é de se surpreender que Dilma tenha reservado atenção ao MinC no que se refere a gênero. Nesse contexto, o principal nome a aparecer para apreciação foi o da historiadora e pesquisadora mineira Heloísa Starling. Por várias razões que têm a ver com a composição da frente artística e de cultura de apoio à Dilma, e também com o estado de esfacelamento do PT mineiro—e o blog realmente não apurou até que ponto a Profa. Heloísa quis ser Ministra, em todo caso--, o fato é que o nome da Professora Titular da UFMG não foi adiante.

Ao longo da campanha, outras figuras da cultura tiveram presença importante, como Emir Sader, professor/ editor com históricas ligações com a militância do PT, recém nomeado por Ana de Hollanda para dirigir a Fundação Casa de Rui Barbosa, e chave na organização de importante evento de virada, o ato dos artistas e intelectuais em apoio a Dilma, no Rio de Janeiro.

Estava ali presente uma enorme lista de apoiadores de Dilma na música, no cinema, na TV, na literatura, na universidade, nas artes plásticas. Surpreendente para os mais incautos, também estava no gigante eventoalguém de campo claramente antagônico às políticas da gestão Gil/ Juca: Barretão, ou Luiz Carlos Barreto, produtor importante sempre que se fala em política cultural no Brasil. Por boas razões, Barretão passou a ser visto como uma espécie de metonímia dos interesses dos grandes grupos áudio-visuais em geral, e da Globo em particular, quando se discute a formulação de políticas públicas para a cultura no Brasil.

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Antes da nomeação do novo MinC, um grupo de artistas se mobilizou pela permanência de Juca, o #ficaJuca bombou no Twitter, mas no mundo real as coisas seguiam outro curso. Isso era, em parte, coerente com a própria filosofia implantada na gestão Gil/Juca, o privilégio às ações disseminadas, rizomáticas, sem comando, confiantes no espontaneísmo geek. Em meio à briga cerrada, de foice, entre macacos velhos que é o processo de nomeação a um Ministério com hegemonia em disputa, convenhamos que não costuma ser a tática mais apropriada. Juca foi presa fácil para a coalizão—heterogênea--de interesses que se reuniam contra ele.

Do ponto de vista das pautas que o Ministério Juca passou a representar, que é o mais importante—e não conheço melhor resumo delas que a carta do pessoal da Cultura Digital à Dilma e à Ana de Hollanda--, muita coisa ainda pode ser feita. Ter claro quais são essas pautas e forçar o atual Ministério a colocá-las em discussão de forma aberta seria um bom começo. Entender que nem todos os setores que bancam a nova Ministra compartilham o compromisso de eliminar ou desqualificar essas pautas seria importante também.

Mas não há dúvidas de que muita coisa, a partir de aqui, será morro acima.

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PS 1
: Fotos de Ana de Hollanda e Antonio Risério.

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quinta-feira, outubro 14, 2010

Pesquisa CNT/Sensus aponta empate técnico entre Dilma e Serra

4/10/2010 - 10h50

Pesquisa CNT/Sensus aponta empate técnico entre Dilma e Serra

Camila Campanerut

Do UOL Eleições
Em Brasília

Pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela CNT (Confederação Nacional do Transportes) aponta empate técnico entre a candidata do PT, Dilma Rousseff, e o tucano José Serra, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14).

VEJA O INFOGRÁFICO

·                                 Arte/UOL

·                                 Confira detalhes da pesquisa CNT/Sensus

A petista obteve 46,8% das intenções, contra 42,7% de Serra. Como a margem de erro é 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado aponta empate técnico entre os dois candidatos. Votos brancos e nulos somaram 4%, e o percentual entre os que não responderam e os que não sabem 6,6%.

Considerando os votos válidos (que excluem nulos e brancos), Dilma tem 52,3% contra 47,7% de Serra.

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 13 de outubro, e entrevistou 2.000 eleitores em 24 Estados, com sorteio aleatório de 136 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 35.560/270 no dia 8 de outubro.

Na pesquisa espontânea, na qual os candidatos não são identificados para os entrevistados, Dilma aparece com 44,5% e Serra com 40,4%. Os demais nomes citados pontuaram 0,3%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda foi citado com 0,3%. Os votos brancos e nulos registraram 4% e os que não sabem e não responderam totalizam 10,6%.

Ao serem questionados sobre a expectativa de vitória, 59,6% dos entrevistados disseram acreditar que a candidata petista sairá vitoriosa do segundo turno das eleições, enquanto Serra aparece com 29%. Os indecisos somam 11,4%.

O Instituto Sensus identificou que 72,9% dos eleitores já têm voto definido. Os que não têm representam 22,9% e os indecisos, 4,3%.

92,7% dos entrevistados disseram que irão comparecer às urnas neste segundo turno, indecisos somaram 3,9%; 2,7 disseram que não vão votar e os que não sabem ou não responderam somaram 0,8%.

Rejeição

A CNT/Sensus verificou que o índice de rejeição dos candidatos está próximo: Serra tem 37,5% e Dilma, 35,4% - também tecnicamente empatados.

Contudo, a pesquisa identificou um aumento da rejeição da petista em relação ao último levantamento (de 26 a 28 de setembro), quanto Dilma estava com 32,6% e Serra com 40,2%.

“Nessa eleição, principalmente no final do primeiro turno, temos um fenômeno sociológico de natureza cultural de desconstrução de imagens. O processo de difamação até certo ponto, pegou”, comentou o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes.

Debate na Band

Dos entrevistados, 30,9% disseram ter assistido ao primeiro debate do segundo turno, promovido pela TV Bandeirantes no último domingo (10). Desses, 54,7% avaliaram que a ex-ministra teve um desempenho melhor, contra 45,3% do ex-governador de São Paulo.

Guedes, avaliou que o debate foi positivo para a presidenciável. No entanto, as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil foram preponderantes para diminuir a intenção de votos da candidata. “Teve um peso maior que a discussão sobre assuntos religiosos”, afirmou.

“A posição da CNT/Sensus será de evitar fazer prognósticos [de vitória] devido ao rumo que a campanha tem tomado, com o empate técnico entre os dois candidatos”, afirmou o presidente da CNT, Clésio Andrade.

Votos por região

Dilma Rousseff apresentou quedas na expectativa de votos em todas as regiões do país. A única em que manteve a liderança foi a região Nordeste, onde obteve 60,7% das inteções de voto contra 31,1% de Serra. Na pesquisa de 26 a 28 setembro, a petista tinha 66% contra 24,5% do tucano.

No Sudeste, Dilma (43,3%) e Serra (44,7%) estão tecnicamente empatados. Na avaliação anterior, Dilma tinha 52,1% e Serra, 36%.

No Sul, o candidato do PSDB cresceu mais: passou de 45,5% para 56%, enquanto a petista teve queda de 40,7% para 36,4%.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, também houve uma redução nas intenções de votos de Dilma, de 48,9% para 40,7%. Serra subiu de 38,2% para 45,7%.

“Não estamos vendo outra explicação que não seja a campanha de difamação e desconstrução da imagem de Dilma para os resultados”, afirmou Clésio Andrade.

 

quarta-feira, outubro 13, 2010

ESTADÃO --> Editorial: O mal a evitar - Estadao.com.br http://www.estadao.com.br/noticia_imp.php?req=geral

setembro de 2010 | 17h 02

 

 

A acusação do presidente da República de que a Imprensa "se

comporta como um partido político" é obviamente extensiva a

este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a

compostura quando é contrariado, tem também todo o direito

de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de

imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito

menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas

nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre "se

comportar como um partido político" e tomar partido numa disputa eleitoral em que

estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da

democracia neste país.

 

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o

Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos

méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode

representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado

por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que

tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

 

Efetivamente, não bastasse o embuste do "nunca antes", agora o dono do PT passou a

investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu

governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito:

julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se

transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais

sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela

invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o

lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão

grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de

outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a

distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de

fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas

mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo

o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

 

Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois

mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das

quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração

da ingente tarefa - iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique - de

promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm

permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida

minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o

Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra

incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase

sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático

historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer

parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero

objeto.

 

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos

piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo:

alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e,

inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia - a começar

pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que

despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao

desmando e à autoglorificação? Este é o "cara". Esta é a mentalidade que hipnotiza os

brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: "Se ele

pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?" Este é o mal a evitar.

 

Texto publicado na seção "Notas e Informações" da edição de 26/09/2010

terça-feira, outubro 12, 2010

Multimedia Computing Lab, University of Augsburg

· Simon Hoffmann and Rainer Lienhart. OpenMP: Eine Einführung in die parallele Programmierung mit C/C++, Springer Verlag, April 2008, ISBN: 978-3-540-73122-1. (zur Verlagsseite) (Errata)

Book Chapters

· Ina Döhring and Rainer Lienhart. Mining TV broadcasts 24/7 for Recurring Video Sequences. Chapter inVideo Search and Mining. Springer, 2010.

· Eva Hörster und Rainer Lienhart. Optimal Placement of Multiple Visual Sensors. Chapter in Multi-Camera Networks: Concepts and Applications, Elsevier, ISBN-13: 978-0-12-374633-7, 2009.

· C. Gregor van den Boogaart, Rainer Lienhart. Visual Audio: An Interactive Tool for Analyzing and Editing of Audio in the Spectrogram Interactive Video: Algorithms and Technologies, pp. 107-130, Springer Verlag, July 2006. Also Technical Report 2005-22, University of Augsburg, December 2005.

· R. Lienhart, I. Kozintsev, D. Budnikov, I. Chikalov, and V. C. Raykar. Providing Common Time and Space in Distributed AV-Sensor Networks by Self-Calibration Book chapter in Intelligent Multimedia Processing with Soft Computing (Studies in Fuzziness and Soft Computing), Springer-Verlag, Nov. 2004. [PDF]

Journal Papers

· Fabian Richter, Stefan Romberg, Eva Hörster, Rainer Lienhart. Leveraging Community Metadata for Multimodal Image Ranking Springer, Special Issue on Multimedia Tools and Aplications, 2010 (to appear)

· A. Hanjalic, R. Lienhart, W.-Y. Ma, J. R. Smith. The Holy Grail of Multimedia Information Retrieval: So Close or Yet So Far Away?. Proceedings of the IEEE, Vol. 96, No. 4, pp. 541-547, April 2008. DOI 10.1109/JPROC.2008.916338

· Eva Hörster, Rainer Lienhart. Calibrating and Optimizing Poses of Visual Sensors in Distributed Platforms. ACM Multimedia System Journal, Special Issue on Multimedia Surveillance System 12(3): 195-210 (2006)[PDF]

· Vikas Raykar, Igor Kozintsev, Rainer Lienhart. Position Calibration of Microphones and Loudspeakers in Distributed Computing Platforms. IEEE Transactions on Speech and Audio Processing, Vo. 13, No. 1, pp. 70-83, Jan. 2005. [PDF]

Conference Papers

· Nicolas Cebron. Active Improvement of Hierarchical Object Features under Budget Constraints, 10th IEEE International Conference on Data Mining (ICDM), December 2010, Sydney, Australia.

· Nicolas Cebron and Michael R. Berthold. Active Learning in Parallel Universes, 19th ACM International Conference on Information and Knowledge Management (CIKM), October 2010, Toronto, Canada.

· Nicolas Cebron. Towards Learning with Objects in a Hierarchical Representation, International Conference on Knowledge Discovery and Information Retrieval (KDIR), October 2010, Valencia, Spain.

· Thomas Gloe, Nicolas Cebron, and Rainer Böhme. An ML Perspective on Feature-Based Forensic Camera Model Identification, Workshop: Pattern Recognition for IT Security, Symposium of the German Association for Pattern Recognition (DAGM), September 2010, Darmstadt, Germany.

· Christian X. Ries, Stefan Romberg, Rainer Lienhart. Towards Universal Visual Vocabularies. IEEE International Conference on Multimedia and Expo 2010 (ICME10), Singapore, July 2010.
Also Technical Report 2010-05, University of Augsburg, Institute of Computer Science, July 2010
[PDF]

· Fabian Richter, Stefan Romberg, Eva Hörster, Rainer Lienhart. Multimodal Ranking for Image Search on Community Databases. 11th ACM International Conference on Multimedia Information Retrieval(MIR2010), March 2010.

· Christian X. Ries and Rainer Lienhart. Automatic Pose Initialization of Swimmers in Videos. IS&T/SPIE Electronic Imaging, San Jose, USA, January 2010. Also Technical Report 2009-19, University of Augsburg, Institute of Computer Science, October 2009 [PDF]

· Thomas Greif and Rainer Lienhart. A kinematic model for Bayesian tracking of cyclic human motion,IS&T/SPIE Electronic Imaging, San Jose, USA, January 2010. Also Technical Report 2009-16, University of Augsburg, Institute of Computer Science, October 2009 [PDF]

· Rainer Lienhart, Eva Hörster, Stefan Romberg. Multilayer pLSA for Multimodal Image Retrieval. ACM International Conference on Image and Video Retrieval (CIVR 2009), July 8-10, 2009.
Also Technical Report 2009-02, University of Augsburg, Institute of Computer Science Apr. 2009
[PDF]

· Ina Döhring and Rainer Lienhart. Mining TV Broadcasts for Recurring Video Sequences. ACM International Conference on Image and Video Retrieval (CIVR 2009), July 8-10, 2009.
Also Technical Report 2009-03, University of Augsburg, Institute of Computer Science Apr. 2009
[PDF]

· Stefan Romberg, Eva Hoerster, Rainer Lienhart. Multimodal pLSA on Visual Features and Tags. IEEE International Conference on Multimedia and Expo 2009 (ICME09), New York, USA, July 2009.
Also Technical Report 2009-09, University of Augsburg, Institute of Computer Science May 2009
[PDF]

· C. Gregor v. d. Boogaart and Rainer Lienhart. Note Onset Detection for the Transcription of Polyphonic Piano Music. IEEE International Conference on Multimedia and Expo 2009 (ICME09), New York, USA, July 2009.
Also Technical Report 2009-11, University of Augsburg, Institute of Computer Science May 2009
[PDF]

· Rainer Lienhart and Rudolf Hauke. Filtering Adult Image Content with Topic Models. IEEE International Conference on Multimedia and Expo 2009 (ICME09), New York, USA, July 2009.
Also Technical Report 2009-10, University of Augsburg, Institute of Computer Science May 2009
[PDF]

· Eva Hörster and Rainer Lienhart. Deep Networks for Image Retrieval on Large-Scale Databases. ACM International Conference on Multimedia (ACMMM), pp. 643-646, Vancouver, Canada, Oct. 2008. DOI 10.1145/1459359.1459449

· Eva Hörster, Rainer Lienhart, Malcolm Slaney. Continuous Visual Vocabulary Models for pLSA-Based Scene Recognition. ACM International Conference on Image and Video Retrieval (CIVR) 2008, pp. 319-328, Niagara Falls, Canada, June 2008. DOI 10.1145/1386352.1386395
Also
Technical Report 2008-05, University of Augsburg, Institute of Computer Science, July 2008 [PDF]

· Eva Hörster, Thomas Greif, Rainer Lienhart, Malcolm Slaney. Comparing Local Feature Descriptors in pLSA-Based Image Models. 30th Annual Symposium of the German Association for Pattern Recognition (DAGM) 2008, Munich, Germany, June 2008. [PDF].
Also
Technical Report 2007-15, University of Augsburg, Institute of Computer Science, Dec. 2007 [PDF]

· Eva Hörster, Rainer Lienhart, Malcolm Slaney. Image Retrieval on Large-Scale Image Databases. ACM International Conference on Image and Video Retrieval (CIVR) 2007 pp. 17-24, Amsterdam, Netherlands, July 2007.
Also Technical Report 2007-05, University of Augsburg, Institute of Computer Science Apr. 2007
[PDF]

· Rainer Lienhart and Malcolm Slaney. PLSA on Large Scale Image Databases. IEEE International Conference on Acoustics, Speech and Signal Processing 2007 (ICASSP 2007), Vol IV, pp. 1217-1220, April 2007.
Also Technical Report 2006-31, University of Augsburg, Institute of Computer Science, Dec. 2006
[PDF]

· Eva Hörster, Jochen Lux, Rainer Lienhart Recognizing Persons in Images by Learning from Videos. SPIE Multimedia Content Analysis, Management, and Retrieval, San Jose, USA, January 2007.

· Eva Hörster, Rainer Lienhart. Approximating Optimal Visual Sensor Placement. IEEE ICME2006, Toronto, Canada, July 10-12, 2006.
Also as Technical Report:
[PDF]

· C. Gregor van den Boogaart, Rainer Lienhart. Fast Gabor Transformation for processing high quality audio. ICASSP 2006 IEEE International Conference on Acoustics, Speech and Signal Processing,, Vol. 3, pp. 161-164, 14-19 May 2006, Toulouse, France, 2006.
Also Technical Report 2005-21, University of Augsburg, October 2005.

· Bob Davies and Rainer Lienhart. Using CART to Segment Road Images. SPIE Multimedia Content Analysis, Management, and Retrieval 2006, 15-19 Jan. 2006, pp. 60730U-01 to 60730U-12, San Jose, 2006. [PDF] [Source Code]

· Eva Hörster, Rainer Lienhart, Walter Kellermann, J.-Y. Bouguet. Precise Visibility Determination of Displays in Camera Images. IEEE ICME2005, Amsterdam, Netherland, July 6-8, 2005. [PDF]

Workshop Papers

· Ina Döhring, Rainer Lienhart. Fast and Effective Features for Recognizing Recurring Video Clips in Very Large Databases. International Workshop on Video and Multimedia Digital Library (VMDL 2007), pp. 65-70, September 11-13, 2007, Modena, Italy, Sep 2007. [PDF]

· Eva Hörster, Rainer Lienhart. Fusing Local Image Descriptors for Large-Scale Image Retrieval.International Workshop on Semantic Learning Applications in Multimedia (SLAM), Minneapolis, USA, June 2007. also as Technical Report [PDF]

· Eva Hörster, Rainer Lienhart. On the Optimal Placement of Multiple Visual Sensors. 4th ACM International Workshop on Video Surveillance & Sensor Networks (VSSN2006), Santa Barbara, Oct. 2006. also as Technical Report [PDF]

· C. Gregor van den Boogaart, Rainer Lienhart. Audio Brush: A Tool for Computer-Assisted Smart Audio Editing. 1st ACM Audio and Music Computing Multimedia Workshop (AMCMM2006), Santa Barbara, pp. 115-124, October 2006. [PDF]

· Eva Hörster, Rainer Lienhart, Walter Kellermann, J.-Y. Bouguet. Calibrating Visual Sensors and Actuators in Distributed Computing Platforms. Workshop on Computer Vision for Interactive and Intelligent Environments 2005 (CV4IIE05), pp. 39-50, 17-18 Nov. 2005.

· Eva Hörster, Rainer Lienhart, Walter Kellermann, J.-Y. Bouguet. Calibration of Visual Sensors and Actuators in Distributed Computing Platforms. 3rd ACM International Workshop on Video Surveillance & Sensor Networks (VSSN2005), Singapore, Nov. 11 2005. [PDF]

Technical Reports

· Ina Döhring, Rainer Lienhart. Fast Frame-Accurate Mining for Repeating Video Clips Technical Report 2008-14, Institute of Computer Science, University of Augsburg, September 2008. [PDF]

· Thomas Greif, Eva Hörster, Rainer Lienhart. Correlated Topic Models for Image Retrieval Technical Report 2008-xx, Institute of Computer Science, University of Augsburg, July 2008. [PDF]

· C. Gregor van den Boogaart, Rainer Lienhart. Audio Brush: Smart Audio Editing in the Spectrogram.Technical Report 2006-12, Institute of Computer Science, University of Augsburg, April 2006. [PDF]

· C. Gregor van den Boogaart, Rainer Lienhart. Audio Brush: Editing Audio in the Spectrogram. Technical Report 2005-10, Institute of Computer Science, University of Augsburg, June 2005. [PDF]

Presentations

· R. Lienhart and E. Hörster. Results of the Algorithm Competition on Foreground Segmentation at VSSN06. In 4th ACM International Workshop on Video Surveillance & Sensor Networks (VSSN06), Oct. 2006. [PDF]

Dissertations

· E. Hörster. Topic Models for Image Retrieval on Large-Scale Databases. Dissertation, University of Augsburg, July 2009. [PDF]