quinta-feira, dezembro 14, 2006

Lula sanciona lei que beneficia micro e pequenas empresas

ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

Com a presença de centenas de empresários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. A expectativa do governo é que a lei permita a criação ou formalização de 1 milhão de empresas e, com isso, a geração de 2 milhões a 3 milhões de empregos formais.

Conhecido como Supersimples, a lei estabelece um regime tributário diferenciado que prevê a unificação e simplificação de seis impostos e contribuições federais (IRPJ, PIS, Cofins, IPI, CSL e INSS), além do ICMS (Estados) e ISS (municípios), para as micro e pequenas empresas que faturam até R$ 2,4 milhões por ano.

As alíquotas nesse sistema variam de acordo com o faturamento da empresa e vão de 4% a 11,61% no comércio. Há acréscimos para as indústrias (meio ponto percentual) e para as empresas do setor de serviços --50% a mais do que é cobrado do comércio.

Um acordo no Congresso permitiu que a parte tributária da lei tenha início apenas em 1º de julho de 2007. Com isso, a renúncia fiscal prevista para R$ 5,4 bilhões ao ano deve cair pela metade em 2007. Os demais artigos da lei entram em vigor a partir da de 1º de janeiro, apesar de ainda existirem itens que ainda dependem de regulamentação posterior.

A postergação da parte tributária ocorreu porque Estados e a Receita Federal alegaram que não haveria tempo hábil para desenvolver o sistema de arrecadação.

Além da parte tributária, a lei também simplifica o processo de abertura das empresas e lhes dá preferência na participação de licitações públicas de até R$ 80 mil. Também permite que autônomos façam um recolhimento menor ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a lei garante um melhor ambiente de negócios no país para as micro e pequenas empresas.

'É um marco amplo que aponta para a criação de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das micro e pequenas empresas. Ela contempla desburocratização, simplificação e desoneração tributária. Então, é algo que corresponde a um avanço', disse Armando Monteiro Neto, presidente da entidade.

No entanto, Monteiro Neto afirmou que o ideal é que todas as empresas pudessem ter um ambiente melhor.

Para as entidades que representam esse grupo de empresas, o desafio agora é fazer com que a lei seja de fato implementada.

"Com a sanção, encerra-se o ciclo da luta pela Lei Geral e abre-se um novo, o de implementação, descortinando uma agenda de trabalho extremamente desafiadora para o Sistema Sebrae e para os empresários, que é fazer com que essa lei chegue às micro e pequenas empresas de todos os municípios brasileiros", ressalta o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick.

Principais Pontos
 
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que garante um regime tributário diferenciado para as microempresas, que são aquelas que faturam até R$ 240 mil por ano, e para as pequenas empresas, com receita de até R$ 2,4 milhões.

A unificação e simplificação tributária, um dos principais pontos do projeto, passará a vigorar apenas no dia 1º de julho. O restante da lei passa a vigorar a partir do dia 1º de janeiro com exceção de itens que ainda dependem de regulamentação posterior.

A expectativa do governo é que a lei permita a criação ou formalização de 1 milhão de empresas e, com isso, a geração de 2 milhões a 3 milhões de empregos formais. Veja abaixo os principais pontos da lei:

Tributação

Unifica e simplifica a arrecadação de seis impostos e contribuições federais (IRPJ, PIS, Cofins, IPI, CSL e INSS), além do ICMS (Estados) e ISS (municípios) a partir de 1º de julho. A renúncia fiscal prevista é de R$ 5,4 bilhões ao ano.

Alíquotas

No comércio, as alíquotas variam de 4% a 11% de acordo com o faturamento. Há um acréscimo de meio ponto percentual para as indústrias. No caso das micro e pequenas empresas do setor de serviços, as alíquotas são 50% maiores que as cobradas no comércio.

Compras públicas

As micro e pequenas passam a ter prioridade em compras governamentais de até R$ 80 mil.

Menos burocracia

A Lei Geral garante maior rapidez na abertura de empresas. Os documentos serão entregues em um único órgão que repassará os dados para os outros. O registro da empresa será único e servirá para todas as esferas de governo. A parte de fiscalização ambiental, de segurança e sanitária será feita de forma simplificada.

Autônomos

A Lei Geral permite que autônomos façam um recolhimento de apenas 11% para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Alíquota hoje é de 20%. No entanto, o trabalhador poderá se aposentar apenas por idade (60 anos para mulher e 65 para homens), e não por tempo de contribuição.

Novos setores

A Lei Geral como foi aprovada no Congresso permite que novos setores entrem no sistema de arrecadação especial. Entre eles estão os operadores autônomos de transportes de passageiros, as empresas de montagem de stand em feiras, escolas de línguas, academias de ginástica e de dança e empresas que atuem na área de produção cultural e cinematográfica.

Estados

Há uma regra específica para os Estados que tenham participação de até 1% do PIB (Produto Interno Bruto) do país -- AC, AL, AP, MA, PB, PI, RN, RO, RR, SE e TO. Eles podem optar por adotar apenas a faixa de faturamento de até R$ 1,2 milhão. Para as demais faixas, o ICMS ou o ISS será recolhido normalmente

Nos Estados com participação entre 1% e 5% no PIB nacional, há a opção pela adoção apenas das faixas de receita bruta até R 1,8 milhão. Essa regra vale para AM, BA, CE, DF, GO, ES, MT, MS, PA, PE e SC.

Indicadores 14/12/2006

 
Bovespa +1,09% 43754 14/12 18h28
Nasdaq +0,88% 2453,85 14/12 19h49
Dólar comercial +0,00% R$ 2,1480 14/12 15h59
Dólar paralelo +0,00% R$ 2,3800 14/12 11h49
Dólar turismo +0,00% R$ 2,2400 14/12 11h49
Euro -0,57% R$ 2,8268 14/12 17h43
Poupança 0,6867%   14/12

domingo, dezembro 10, 2006

Indicadores 08/12

Bovespa +0,16% 42977 08/12 18h27
Nasdaq +0,39% 2437,36 08/12 19h49
Dólar comercial -0,18% R$ 2,1410 08/12 15h59
Dólar paralelo +0,00% R$ 2,3800 08/12 12h48
Dólar turismo +0,00% R$ 2,2250 08/12 12h48
Euro -0,04% R$ 2,8264 08/12 20h47
Poupança 0,6705%   08/12  
 
 
 
 

segunda-feira, novembro 27, 2006

Indicadores 27/11

Bovespa -2,13%4087027/1117h46
Nasdaq -1,91%2413,0427/1117h46
Dólar comercial +1,05%R$ 2,193027/1115h59
Dólar paralelo +0,00%R$ 2,370027/1114h42
Dólar turismo -0,22%R$ 2,255027/1114h42
Euro +1,85%R$ 2,895027/1117h35
Poupança 0,5991% 27/11

sexta-feira, novembro 24, 2006

Indicadores 24/11

Bovespa -0,74%4175724/1118h30
Nasdaq -0,23%2460,2624/1117h31
Dólar comercial +0,04%R$ 2,170024/1116h00
Dólar paralelo +0,00%R$ 2,370024/1113h05
Dólar turismo +0,22%R$ 2,260024/1110h33
Euro +1,18%R$ 2,841124/1117h38
Poupança 0,6626% 24/11

quinta-feira, novembro 23, 2006

Indicadores 23/11

Bovespa +0,37%4206923/1118h31
Nasdaq +0,45%2465,9822/1119h49
Dólar comercial +0,09%R$ 2,169023/1116h00
Dólar paralelo +0,00%R$ 2,370023/1115h31
Dólar turismo +0,44%R$ 2,255023/1115h31
Euro +0,27%R$ 2,812323/1117h42
Poupança 0,6809% 23/11


Fonte: Folha de São Paulo

quarta-feira, novembro 22, 2006

Câmara aprova Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas

Por 323 votos favoráveis e quatro abstenções, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a Lei Geral da Micro e Pequenas Empresa. O projeto irá agora para sanção presidencial

Conhecido como Supersimples, a lei estabelece um regime tributário diferenciado para as micro e pequenas empresas que faturam até R$ 2,4 milhões por ano.

As alíquotas nesse sistema variam de acordo com o faturamento e vão de 4% a 11,61% no comércio. Há acréscimos para as indústrias (meio ponto percentual) e para as empresas do setor de serviços --50% a mais do que é cobrado do comércio.

Além da parte tributária, a lei também simplifica o processo de abertura das empresas e dá a elas preferência na participação de licitações públicas de até R$ 80 mil.

A expectativa do governo é que a lei permita a criação ou formalização de 1 milhão de empresas e, com isso, a geração de 2 milhões a 3 milhões de empregos formais.

A lei deverá começar a vigorar apenas em 1º de julho de 2007, segundo alteração feita pelo Senado. O texto aprovado pela Câmara dos Deputados previa que ela passasse a vigorar a partir de janeiro. A mudança foi feita porque Estados e a Receita Federal alegaram que não haveria tempo hábil para desenvolver o sistema de arrecadação.

A renúncia fiscal prevista inicialmente era de R$ 5,4 bilhões ao ano. Como a Lei Geral deverá vigorar apenas no segundo semestre do ano que vem, essa previsão cai pela metade.

Indicadores 22/11/2006

Bovespa +0,82% 41912 22/11 18h30
Nasdaq +0,45% 2465,98 22/11 19h49
Dólar comercial +0,13% R$ 2,1670 22/11 16h00
Dólar paralelo +0,85% R$ 2,3700 22/11 12h35
Dólar turismo -0,22% R$ 2,2450 22/11 12h35
Euro +0,84% R$ 2,8018 22/11 17h41
Poupança 0,6322%   22/11

Universal Music Group Sues MySpace over Music Videos


November 22, 2006
By
Bill Rosenblatt

Universal Music Group (UMG) followed through on prior threats and sued MySpace last Friday for copyright infringement over music videos posted to the site.  The suit was filed shortly after MySpace announced that it would be implementing acoustic fingerprinting technology to filter out copyrighted music from the site. 

There are two primary reasons for this litigation.  One is an almost emotional issue for record companies: the residual feeling that MTV held them for ransom.  When MTV appeared in the 1980s, it became necessary for record companies to go to the time and expense of producing videos for their big stars -- with no direct compensation.  The music industry has been determined to prevent this happening again.  MySpace is particularly relevant here, because it has effectively supplanted MTV as the music destination of choice for young fans.

The other reason for the litigation is as a negotiating tactic over the much larger issue of MySpace selling major-label music on its site.  As we have mentioned, MySpace set up a framework two months ago to enable musicians and labels to sell music directly from the site -- though not with DRM.  Major labels that insist on DRM must get MySpace users to click over to other sites, such as iTunes and Amazon, to buy their products. 

The major labels fear that MySpace's enormous drawing power among their target audience will force them to do something that may be more objectionable than producing music videos for free: to sell music without protection.  They were able to effectively force Napster, with its reputed 26 million users just before shutting down, into a DRM-based model: today's Napster is in essence a rebadging of pressplay, which was set up by UMG and Sony Music around 2000.  With MySpace, more than four times the number of users are at stake, a market that UMG and the other majors cannot ignore in any way. 

UMG has licensed P2P services, such as iMesh, which use acoustic fingerprinting technology that is functionally similar to the technology MySpace is adopting.  But MySpace is not comparable to a file-trading network, and more importantly, the stakes are higher here.  The question of DRM and MySpace promises to be a tipping point for the music industry in the coming months.

Indicadores 21/11/2006

 
Bovespa +1,32% 41570 21/11 18h30
Nasdaq +0,08% 2454,84 21/11 19h49
Dólar comercial +0,13% R$ 2,1640 21/11 15h59
Dólar paralelo +0,00% R$ 2,3500 21/11 12h12
Dólar turismo -0,44% R$ 2,2500 21/11 12h12
Euro +0,43% R$ 2,7799 21/11 17h41
Poupança 0,6023%   21/11